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Quatro tendências que impulsionam a embalagem a vácuo em supermercados e açougues

  • há 5 minutos
  • 9 min de leitura

Vídeo de Abílio Corrêa que é especialista em embaladoras e embalagens a vácuo, termoencolhíveis e atmosfera modificada, com experiência no varejo alimentar e nos processos de qualidade e embalagem de alimentos perecíveis.


Olá, pessoal. Eu sou o Abílio Corrêa e quero apresentar quatro tendências de mercado que mostram por que supermercados, açougues, restaurantes e empresas de alimentos devem iniciar ou intensificar agora a embalagem a vácuo de seus produtos.


O varejo alimentar está mudando em quatro frentes ao mesmo tempo. O consumidor exige mais conveniência, a apresentação do produto tornou-se um diferencial de marca, o crescimento das vendas digitais modificou as exigências das embalagens e a conservação por mais tempo ganhou ainda mais importância.


Na minha experiência acompanhando operações no chão de loja, percebo que a embalagem não pode mais ser tratada apenas como uma etapa final da produção. Ela influencia a qualidade, a produtividade, a exposição, a experiência do consumidor, a redução de perdas e a margem do negócio.


Quem não estrutura esse processo agora pode estar perdendo oportunidades e margem sem perceber.

Por que a embalagem a vácuo ganhou importância no varejo alimentar?

A embalagem a vácuo ajuda a proteger o alimento ao retirar o ar de seu interior e realizar uma selagem segura. Quando utilizada dentro de um processo correto de manipulação, refrigeração e armazenamento, ela pode contribuir para preservar as características do produto e organizar sua comercialização.

No açougue, por exemplo, a tecnologia permite trabalhar com cortes porcionados, produtos temperados, kits para churrasco e carnes prontas para o autosserviço. Em outros setores, pode ser aplicada conforme as características dos alimentos e as exigências da operação.

Não se trata apenas de embalar. Trata-se de pensar em como o produto será produzido, armazenado, transportado, exposto, vendido e consumido.

Primeira tendência: o consumidor procura mais conveniência

A primeira tendência é o aumento da demanda por conveniência.

O consumidor quer facilidade e praticidade para o dia a dia. Ele procura produtos que estejam prontos para escolher, levar, armazenar e preparar. Nem sempre deseja esperar pelo atendimento no balcão ou comprar uma peça maior para depois fracioná-la em casa.

Essa mudança abre oportunidades para supermercados e açougues desenvolverem produtos em porções adequadas a diferentes perfis de clientes.

Entre as possibilidades estão:

  • Cortes porcionados para uma ou duas pessoas;

  • Carnes separadas por ocasião de consumo;

  • Kits para churrasco;

  • Combinações para refeições;

  • Produtos temperados;

  • Cortes especiais e premium;

  • Porções destinadas ao consumo durante a semana;

  • Produtos prontos para congelamento.

Conveniência pode gerar maior valor percebido

Quando o supermercado entrega praticidade, ele deixa de vender somente o alimento e passa a oferecer uma solução para o cliente.

Essa facilidade pode justificar um posicionamento de maior valor agregado, desde que o produto apresente qualidade, padronização, boa comunicação e embalagem adequada.

O consumidor não está pagando apenas pelo peso da carne. Ele também considera o corte, a porção, o tempo economizado, a facilidade de armazenamento e a praticidade no preparo.

Menos espera e mais tempo para comprar

Os produtos previamente preparados e embalados também podem diminuir o tempo de espera no balcão.

Isso não significa eliminar o atendimento pessoal, que continua sendo importante para muitos clientes. Significa oferecer alternativas. Quem precisa de um atendimento específico pode procurar o balcão. Quem deseja rapidez encontra produtos prontos no autosserviço.

Menos tempo esperando pode representar mais tempo circulando pela loja, conhecendo outros produtos e completando a compra.

Segunda tendência: a apresentação virou um diferencial de marca

A segunda tendência é a diferenciação no ponto de venda.

Em um expositor com diferentes produtos e preços, a apresentação influencia diretamente a percepção do consumidor. Uma embalagem organizada, limpa, bem selada e identificada transmite mais profissionalismo.

O cliente começa a avaliar não apenas o alimento, mas todo o conjunto:

  • Aparência do produto;

  • Qualidade da embalagem;

  • Clareza da etiqueta;

  • Padronização dos cortes;

  • Organização da exposição;

  • Confiança transmitida pela marca.

A embalagem comunica qualidade

Uma boa apresentação pode reforçar a percepção de qualidade superior. Naturalmente, a embalagem não substitui a qualidade da matéria-prima ou o controle dos processos. Entretanto, ela ajuda a tornar essa qualidade visível para o consumidor.

Não basta ter um bom produto escondido atrás de uma apresentação improvisada. A embalagem precisa mostrar o cuidado existente na operação.

Quando existe padrão entre corte, peso, selagem, etiqueta e exposição, o consumidor percebe que aquele produto faz parte de uma linha planejada.

O supermercado passa a vender sua própria marca

Ao desenvolver uma linha de produtos embalados, o supermercado deixa de oferecer apenas mais uma carne, queijo ou alimento preparado. Ele passa a vender sua própria marca.

O cliente pode não lembrar apenas do corte que comprou. Ele se lembra de onde encontrou um produto bem apresentado, com boa qualidade e fácil de preparar.

Essa experiência ajuda a construir confiança e recorrência. Com o tempo, a marca do supermercado pode tornar-se uma referência regional em carnes, produtos frescos e alimentos preparados.

Terceira tendência: crescimento das vendas pelo e-commerce, WhatsApp e aplicativos

A terceira tendência é o crescimento das vendas realizadas por canais digitais.

O cliente pode fazer seu pedido pelo e-commerce do supermercado, por um aplicativo próprio, por uma plataforma de entrega ou até mesmo pelo WhatsApp. Esse novo caminho de compra mudou aquilo que a embalagem precisa suportar.

Na loja física, muitas vezes o produto sai do expositor e chega rapidamente ao carrinho. Na venda digital, ele passa por outras etapas:

  1. Separação do pedido;

  2. Organização em caixas ou sacolas;

  3. Espera para expedição;

  4. Transporte;

  5. Movimentação durante a entrega;

  6. Recebimento pelo consumidor.

A embalagem precisa chegar ao destino mantendo sua integridade e a apresentação esperada, sempre com respeito à cadeia de frio e às condições adequadas de conservação.

A experiência digital termina na entrega

O consumidor pode fazer um pedido em poucos minutos, mas sua avaliação acontecerá quando abrir a sacola.

Se o produto chegar com vazamento, embalagem rompida, apresentação ruim ou etiqueta ilegível, a experiência será negativa, mesmo que o aplicativo tenha funcionado perfeitamente.

Por isso, a estratégia digital do supermercado não termina na tela. Ela continua na separação, na embalagem, no transporte e na entrega.

Produtos embalados facilitam a separação dos pedidos

Os produtos previamente porcionados e identificados também podem tornar a separação mais ágil.

A equipe consegue localizar o item, conferir o peso, organizar o pedido e encaminhá-lo para entrega com mais segurança. Isso reduz improvisos e ajuda a manter um padrão entre a experiência da loja física e a compra digital.

Quarta tendência: necessidade de ampliar a conservação dos alimentos

A quarta tendência é o aumento da necessidade de preservar a qualidade e o frescor por mais tempo.

Essa preocupação é ainda maior em alimentos perecíveis e de alto valor agregado, como as proteínas animais. Cada produto perdido carrega consigo o custo da matéria-prima, da mão de obra, da energia, da refrigeração, do espaço ocupado e de toda a operação realizada até aquele momento.

A embalagem a vácuo pode contribuir para:

  • Reduzir o contato do alimento com o oxigênio;

  • Proteger contra contaminações externas;

  • Evitar o ressecamento;

  • Preservar características do produto;

  • Melhorar a organização do estoque;

  • Facilitar o controle dos lotes;

  • Reduzir perdas operacionais;

  • Apoiar o planejamento da produção.

Embalar a vácuo não substitui a cadeia de frio

É importante deixar isso muito claro: a embalagem a vácuo não elimina a necessidade de refrigeração, higiene, rastreabilidade e controle de temperatura.

O prazo de validade deve ser definido tecnicamente para cada produto. É necessário considerar matéria-prima, processo, embalagem, nível de vácuo, temperatura e condições de armazenamento.

Não existe uma validade universal para todos os alimentos embalados a vácuo.

Embalagem também faz parte do combate ao desperdício

As perdas e o desperdício de alimentos são desafios que atingem toda a cadeia, da produção ao consumidor.

Estimativas internacionais apontam que aproximadamente 30% dos alimentos produzidos no mundo são perdidos ou desperdiçados anualmente. Dados mais recentes do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente registraram 1,05 bilhão de toneladas de resíduos alimentares em 2022, considerando as etapas de varejo, serviços de alimentação e consumo doméstico. Ministério da Agricultura e ONU Brasil.

No Brasil, os números variam conforme a metodologia e a etapa da cadeia considerada. Um levantamento realizado pela Embrapa e pela Fundação Getulio Vargas estimou desperdício domiciliar de 41,6 quilos de comida por pessoa ao ano. Isso demonstra a dimensão do problema e a necessidade de ações em todas as etapas. WWF Brasil.

A embalagem não resolve sozinha o desperdício, mas pode fazer parte da solução quando está integrada a um processo que envolva:

  • Planejamento de compras;

  • Padronização da produção;

  • Porcionamento;

  • Controle de temperatura;

  • Gestão de estoques;

  • Acompanhamento das validades;

  • Treinamento dos funcionários;

  • Exposição e reposição adequadas.

Sacos a vácuo termoencolhíveis: mais proteção e apresentação

Na AXISVAC, também trabalhamos com sacos a vácuo termoencolhíveis, uma solução indicada para operações que buscam maior proteção, conservação e valorização visual dos produtos.

Após a retirada do ar e a selagem, a embalagem termoencolhível passa pelo processo apropriado de encolhimento e ajusta-se ao formato do alimento. O resultado é uma apresentação mais firme e uniforme.

Essa solução pode oferecer benefícios como:

  • Melhor aderência ao produto;

  • Apresentação mais profissional;

  • Redução de sobras de embalagem ao redor do alimento;

  • Maior proteção durante a movimentação;

  • Valorização dos cortes;

  • Melhor organização no expositor.

A escolha do saco deve considerar o tipo de produto, presença de ossos ou pontas, peso, formato, temperatura, equipamento utilizado e período pretendido de conservação.


Quantidade adequada para cada operação

Dois profissionais sorridentes em ambiente interno exibem carnes embaladas: cupim e picanha, com rótulos Morro Agudo e AXIS.

Uma dificuldade encontrada por pequenos e médios supermercados, açougues e restaurantes é a necessidade de comprar grandes caixas de embalagens diretamente das indústrias.

Isso pode exigir um investimento elevado e gerar excesso de material parado no estoque, principalmente quando a empresa trabalha com diferentes tamanhos de produtos.

Na AXISVAC, fracionamos as grandes caixas das indústrias e comercializamos quantidades adequadas à necessidade de cada negócio.

Dessa forma, o cliente pode:

  • Evitar dinheiro parado no estoque;

  • Testar diferentes tamanhos;

  • Comprar conforme o ritmo da produção;

  • Reduzir o espaço ocupado;

  • Manter a qualidade das embalagens;

  • Escolher a solução correta para cada produto.

Nosso objetivo não é simplesmente vender uma embalagem. Queremos entender o produto, o volume e a rotina para apresentar uma solução compatível com a operação.


Por onde começar a embalagem a vácuo?

O primeiro passo é analisar o processo atual do estabelecimento.

Eu recomendo responder a algumas perguntas:

  • Quais produtos apresentam mais perdas?

  • Quais itens poderiam ser vendidos porcionados?

  • Onde o cliente enfrenta maior tempo de espera?

  • Quais produtos possuem maior valor agregado?

  • Quais itens são vendidos pelo e-commerce ou WhatsApp?

  • Qual é o volume diário de produção?

  • Que tamanhos de embalagem serão necessários?

  • Como funcionam a refrigeração e o armazenamento?

  • A equipe está preparada para padronizar o processo?

Essas respostas ajudam a definir o equipamento, a embalagem e a forma de implantação.


Perguntas frequentes sobre tendências de embalagem a vácuo

Homem de luvas manipula carne crua em máquina inox, em sala limpa; alerta amarelo CUIDADO! visível.

Por que o consumidor prefere produtos embalados?

Porque eles podem proporcionar mais praticidade na escolha, no transporte, no armazenamento e no preparo. Porções adequadas também facilitam a compra para famílias de diferentes tamanhos.

A embalagem melhora a imagem do supermercado?

Sim. Quando existe qualidade, padronização e boa identificação, a embalagem ajuda a transformar o produto em uma linha própria e fortalece a marca do estabelecimento.

A embalagem a vácuo é indicada para vendas por delivery?

Pode ser utilizada em produtos compatíveis com essa tecnologia. Ela ajuda a proteger o alimento durante a separação e o transporte, mas não substitui o controle de temperatura e a cadeia de frio.

Qual é a vantagem do saco termoencolhível?

Depois do processo adequado, ele se ajusta melhor ao formato do alimento, oferecendo apresentação uniforme, proteção e valorização visual.

A embalagem a vácuo aumenta a validade?

Ela pode contribuir para ampliar a conservação, mas a validade depende do produto, da higiene, da temperatura, da embalagem e do processo. O prazo precisa ser validado tecnicamente.

É necessário comprar caixas fechadas de embalagens?

Na AXISVAC, as grandes caixas industriais podem ser fracionadas. Assim, o estabelecimento compra uma quantidade mais adequada à sua operação e evita excesso de estoque.


Conheça mais sobre as soluções da AXISVAC

Para conhecer a AXVC-300T/1A e outras soluções para embalagem a vácuo, termoencolhível, Skin Pack e Atmosfera Modificada, acesse:







Conteúdos e vídeos da AXISVAC

A Expo Supermercados reúne conteúdos sobre máquinas seladoras, embalagem a vácuo, Skin Pack, Atmosfera Modificada, termoencolhimento e redução de perdas:


Assista também aos vídeos com demonstrações de máquinas e processos:



Câmara a vácuo de aço inox AXIS com dois cortes de carne embalados, tampa azul aberta em ambiente limpo e clínico.

O varejo alimentar está mudando em quatro frentes ao mesmo tempo: conveniência, diferenciação de marca, vendas digitais e necessidade de conservar os alimentos por mais tempo.

Essas tendências mostram que a embalagem deixou de ser apenas um custo ou uma proteção. Ela passou a fazer parte da estratégia comercial e operacional.

Quem estrutura corretamente esse processo pode melhorar a apresentação dos produtos, criar uma marca própria mais forte, facilitar as vendas digitais, oferecer praticidade ao consumidor e reduzir perdas.

Se você opera um açougue, supermercado, restaurante ou empresa de alimentos e quer entender como aplicar a embalagem a vácuo em sua operação, entre em contato com a AXISVAC. Vamos analisar sua necessidade e apresentar a solução adequada para o seu negócio.

Abílio Corrêa é especialista em embaladoras e embalagens a vácuo, termoencolhíveis e atmosfera modificada, com experiência no varejo alimentar e nos processos de qualidade e embalagem de alimentos perecíveis.

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