Trade Marketing em supermercados: como equilibrar a estratégia da indústria com o que o cliente realmente quer comprar
- Fabiano Polese
- 17 de jan.
- 2 min de leitura
Uma dúvida muito comum entre supermercadistas que começam a estruturar o Trade Marketing é: como atender bem o consumidor sem descaracterizar a loja ao aceitar ações e lançamentos da indústria? Afinal, o supermercado precisa manter preços competitivos nos itens básicos e, ao mesmo tempo, aproveitar oportunidades de valor agregado.
Na prática, o Trade Marketing não pode concorrer com a essência do supermercado, que é satisfazer o cliente. Por isso, uma decisão estratégica importante é entender que nem todos os espaços da loja, encartes ou mídias devem ser vendidos para a indústria. Produtos da cesta básica precisam estar sempre presentes, visíveis e com preços competitivos, pois são eles que constroem a confiança do consumidor e garantem recorrência.
O Trade Marketing entra em paralelo, não no lugar disso. Ele acontece nos espaços onde a indústria deseja investir para desenvolver marcas, lançar produtos, promover novidades e estimular a experimentação. Nesse modelo, todos ganham: o fornecedor investe, o supermercado executa com método e o cliente conhece novos produtos sem perder a referência de preço do dia a dia.

Outro ponto decisivo é entender que cada loja tem um perfil de cliente. Algumas são mais sensíveis a preço; outras atendem um público que valoriza inovação, experiência e produtos diferenciados. Em lojas com perfil mais classe AB, por exemplo, o impacto de produtos de maior valor agregado é menor, pois o cliente busca novidade. Por isso, o Trade Marketing precisa ser medido, ajustado e decidido loja a loja.
Esse equilíbrio entre competitividade no básico e estratégia no valor agregado é um dos temas centrais discutidos no Congresso Nacional para Supermercados de Bairro, que acontece durante a Expo Supermercados, de 7 a 9 de abril de 2026, em São Paulo, no Distrito Anhembi. O evento reúne supermercadistas de todo o Brasil para trocar experiências práticas, cases reais e estratégias que funcionam no dia a dia da loja.
Em resumo, Trade Marketing bem feito respeita o cliente, fortalece a parceria com a indústria e sustenta o crescimento do supermercado. Quando há critério, gestão e leitura correta do público, o trade deixa de ser risco e passa a ser uma poderosa ferramenta de resultado — exatamente o tipo de aprendizado que o supermercadista encontra na Expo Supermercados 2026.



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