Na memória afetiva do povo, Mercearia do Paulo conserva clima de ‘bolicho’


Resistindo aos avanços da modernidade, à chegada de grandes supermercados, aos aplicativos de compras virtuais (com entrega em domicílio e tudo), a Mercearia do Paulo continua lá firme e forte, há 36 anos. Quando a gente chega à mercearia e vê a disposição das frutas, os engradados de bebidas empilhados, o balcão e o baleiro (incrível), a sensação é de voltar ao passado, lá pro tempo onde os problemas se resumiam em conferir se a quantia em moedas dava pra comprar um salgado, um refri no saquinho e se rolava um troco de balas.


No comando da mercearia estão o senhor Paulo Shimabuco, 76 anos, e sua esposa Luiza, 74. Juntos, eles viram tudo na região se transformar, se desenvolver, prédios subirem e a concorrência aumentar. “Aqui tinha pouca coisa, quase nada. Era só esse imóvel aqui (o mercado) e esse da frente (na outra esquina). Não tinha nada desses prédios e tinha pouca casa, mas asfalto já tinha”, relembra o sr. Paulo.


Mesmo com o passar dos anos, o comerciante nunca pensou em reformar o local. Nessas mais de três décadas, ele mantêm muitos dos detalhes originais do imóvel, que vão desde a bela fachada até o charmoso piso de ladrilho hidráulico, com ar retrô. “Achei interessante conservar, toda vida foi assim. Eu, minha esposa, meus filhos, a gente sempre trabalhou junto aqui e minha esposa sempre falou ‘não, não vamos mudar!’, então continuamos assim”, explica.


Competindo com as grandes redes de supermercado, eles sobrevivem levantando a bandeira do amor ao ofício e se orgulham por formar uma clientela amiga, que não deixa de prestigiar a mercearia. Um diferencial e tanto, pois existem coisas que não perdem o valor, como um bom atendimento, produtos com procedência e atendimento de qualidade.


A Mercearia do Paulo costuma abrir às 6 da manhã, mas bem antes de começar os trabalhos, às 3 da manhã, o comerciante já está de pé pra chegar cedo ao CEASA e garantir as frutas e verduras da melhor qualidade. Aberto até as 18h, ele conta com a ajuda de seu filho e de sua esposa Luiza, com quem está há quase 50 anos. “Eu dependo 60%, 50% dela e também conto muito com o meu filho Paulo, que me ajuda na parte da manhã”, conta.


Uma curiosidade interessante é que antes da mercearia ser do Paulo, sua irmã tocou o lugar por doze anos. Somando as temporadas, já são quase cinco décadas do mercado na família. Bons ventos encaminhem a nova geração e nunca deixem o charme e autenticidade desse lugar acabar.



Antes do Mercado, o ínicio de tudo


Com ascendência japonesa e pais vindos de Okinawa há mais de 90 anos, o senhor Paulo é nascido na capital mesmo e trabalha com hortifruti desde a infância. Antes mesmo do Mercadão de Campo Grande existir, ele já estava na primeira “feirona” da cidade, realizada na região central da cidade. “Trabalho com verduras e legumes desde rapazinho, na época em que a feira era realizada na Av. Calógeras, entre a 15 e Afonso Pena. Trabalhavam lá meus irmãos e eu, a gente vinha de carroça lá da chácara (no “Cascudo”, atual São Francisco). De lá até o (colégio) Dom Bosco não tinha asfalto, então era só carroça mesmo, porque carro não passava, era um atoleiro danado”, lembra.


fonte:https://www.midiamax.com.br/midiamais/2019/na-memoria-afetiva-do-povo-mercearia-no-centro-conserva-estrutura-original

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